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Edição do jornal em 02/06/09
Edição do jornal em 02/06/09

Por Diogo Ruic

Domingo, 31 de maio de 2009, some no oceano atlântico um Airbus que partiu do Rio com destino a Paris. Já na segunda-feira (01/06), a cidade de Paris era relacionada em 7% da cobertura mundial de notícias, a maior da lista, graças aos dezenas de franceses a bordo. Terça-feira (02/06), mais de 24 horas depois, o maior jornal impresso do Brasil noticiava: “Avião com 228 a bordo some no mar no trajeto Rio-Paris”.

Pelo horário do acidente, já na noite de domingo, a Folha de S. Paulo, não teve tempo hábil para inserir essa informação na edição de segunda, optando por fazê-la no longinquo exemplar de terça. O tema, obviamente, deveria ser tratado pelo diário, mas o fez de forma errada ao pressupor que poderia vendê-lo como novidade. Qualquer outro veículo de comunicação já tinha transmitido a notícia: tratado nos programas dominicais da TV, discutido e noticiado pelo rádio, compartilhado pela internet.

E esse é um problema que os jornais ainda não aprenderam a lidar, com a concorrência veloz das outras mídias, principalmente da internet. “A velha mídia não está condenada a morrer, mas está destinada a parar de crescer da maneira como sempre cresceu, a não ser que domine a plataforma da nova mídia, caso contrário, alguém lhe toma o lugar”, escreveu Caio Túlio em “Por que a nova mídia é revolucionária”.

Para mim, o caso da Folha soou tão claro dessa descompreensão sobre o novo papel do jornal em uma sociedade conectada que cheguei a escrever ao ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, que tratou do tema em sua coluna no domingo. Se seguirmos abrindo nossos impressos com a impressão de que são de ontem, é sinal de que o veículo não acompanhou seu tempo, se datou em uma época em que esperávamos por escassas fontes de informação. E espero que isso não aconteça.

Mapeamento da cobertura mundial de notícias no dia seguinte ao acidente
Mapeamento da cobertura mundial de notícias no dia seguinte ao acidente
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por Juliana Santini

A nova mídia acrescenta uma dimensão poderosa ao nosso padrão cultural, pois sua capacidade para criar e distribuir informação e entretenimento é muito superior à de qualquer veículo já experimentado.

Mesmo nesse estágio inicial, podemos ver os contornos do novo padrão de informação e entretenimento de massa. Novas tecnologias, tal como a Internet, já ameaçam a posição tradicionalmente mais forte das antigas e os exemplos disso, são a TV a cabo e os videocassetes. Além disso, existem pelo menos meia dúzia de outras importantes tecnologias de mídia se preparando para entrar no mercado.

As pressões são internas e globais quando consideramos que a concorrência do comércio internacional aumenta. A indústria da mídia tem sido mais lenta do que a maioria das outras em lidar com essas mudanças. Em geral, ela tem se contentado em manter e reciclar seus formatos altamente bem sucedidos.

Durante anos, grande parte da indústria da mídia foi impulsionada pela atitude generalizada, de acordo com a expressão: não se mexe em time que está ganhando.

Essa atitude foi reforçada nos anos 70 e 80 por uma série de fracassos bem divulgados envolvendo novas tecnologias.

Sendo assim, as indústrias de mídia têm um interesse crucial na maneira como a economia americana lida com algumas mudanças. A transição para um novo padrão de comunicação de massa envolve mais que inovação tecnológica. As novas tecnologias de mídia têm de se adaptar às realidades maiores de uma sociedade pós-industrial em evolução.

por Louise Pertusier

O que desejou Toscani quando sua campanha publicitária para a marca italiana Benetton passou a ser veiculada? Chocar o mundo com as imagens utilizadas? Ser conhecido como o publicitário e fotografo que foi censurado em diversos países por seu trabalho ou então o responsável pela quase falência da marca? Responsável por uma crise no meio publicitário, o que Toscani fez, não só apenas para a Benetton mas também em todos os seus trabalhos, foi mostrar a verdade nua e crua para quem quisesse ver, e dessa forma fazer com que as pessoas ao redor do mundo pudessem perceber e enxergar uma realidade muito mais dura e cruel que nos rodeia.

A publicidade dos dias de hoje mostra apenas um mundo bonito a ser visto, sem problemas, males ou imagens que possam ser mal compreendidas… Na verdade, ela mostra o que o consumidor quer ver, o que lhe agrada, pois afinal todos achamos que temos problemas o suficiente para não ter que nos preocupar com outras coisas.

Admito que, como publicitária, não é fácil abrir uma revista e ver uma foto com um homem morrendo de AIDS, destruído pela doença, deitado em uma cama de hospital esperando pelo pior, ou então o uniforme de um militar morto em guerra que lutou até o fim por amor a pátria e um ideal de mundo, e ainda conseguir relacionar a marca à aquela imagem. Não apenas esses temas, mas a aliança Toscani + Benetton vem a anos seguindo o mesmo estilo de campanha e divulgado por meio da propaganda os mais recentes problemas de âmbito mundial. Será que é mesmo mais fácil fechar os olhos e fingir que esses problemas não existem?

Acredito que a marca Benetton segue uma linha de pensamento que quase nenhuma outra empresa ou marca no mundo segue, que é se preocupar com aquilo que não nos preocupamos e fingimos que não existe.

Apesar das famosas e polemicas imagens retratadas por Toscani terem chocado grande parte da população mundial, o objetivo almejado pelo publicitário parece ter sido alcançado. A conscientização de diversos problemas vem sendo publicada e veiculada pelos mesmos meios que influenciam o seu surgimento: a também italiana marca de roupas Nolita passou a veicular em 2007 uma campanha de autoria de Toscani contra a anorexia, que beneficamente incentivou os órgãos ligados à moda de todo o mundo a criarem uma campanha contra o padrão anorexico das modelos que servem de exemplo para milhares de jovens.

 “… Parece muito interessante que uma marca de roupa compreenda o fenômeno, tome consciência de seu papel e patrocine a campanha”, declarou o fotógrafo à imprensa italiana. E ele tem razão.

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por Mariana Primi Haas

Muitas vezes quando falamos no conceito “mídia do espetáculo”, podemos correr o risco de encarar a espetacularização como parte dos meios de comunicação, como condição básica do jornalismo. Afinal, pra que serve o jornalismo senão para mostrar os fatos, evidencia-los.

Mas esse é um erro grave. As mídias, o jornalismo, devem servir a nós leitores, ouvintes ou telespectadores a versão mais próxima da realidade que seja possível, porém é preciso que se faça tudo isso com base na ética da profissão, no respeito ao leitor e ao anunciado.

Tirar conclusões com base nos fatos apresentados já vai um pouco além do sublinhar de determinadas situações. E, é isso – que os telejornais, jornais impressos e de rádio – vêm querendo fazer com as notícias. Estão brincando de detetive. O único problema é que essa brincadeira é coisa séria. É brincadeira de gente grande.

O que se consegue nesse circo armado é muito bem exemplificado pelo caso Eloá, onde uma jornalista teve a brilhante idéia de entrevistar o sequestrador em seu cativeiro. Daí pra diante todo mundo lembra o que aconteceu: um grande circo foi armado, com direito a leões, palhaços, mestres de cerimônias e… Uma tragédia como pano de fundo.

Outros casos onde se superou a cobertura jornalística adequada do caso, entre eles, a morte da pequena Isabela Nardoni, a falsa acusação de pedofilia no caso Escola Base, entre tantos outros. Atualmente, a mídia está como a conhecida música de Chico Buarque:

 “O samba, a viola, a roseira

Um dia a fogueira queimou

Foi tudo ilusão passageira

Que a brisa primeira levou”

por Keice G. Casarri

Para a psicologia da Gestalt o que nós vemos ou percebemos está relacionado com a totalidade do campo de observação. Percepção é tudo aquilo que é compreendido do mundo a partir de nossas experiências vividas na sociedade. Cada um possui uma maneira de interpretar e perceber o mundo, porque as pessoas vivem experiências diferentes umas das outras.

Quando se fala em percepção na comunicação, fala-se da maneira como os consumidores enxergam os produtos/serviços/marcas e como os produtos/serviços/marcas se posicionam na mente deles.

Para a teoria empírico-experimental, persuadir os destinatários é um objetivo possível, se a forma e a organização da mensagem forem adequadas aos fatores pessoais que o destinatário ativa quando interpreta a mesma. A mensagem contém características particulares do estímulo, que interagem de maneira diferente de acordo com os traços específicos da personalidade do destinatário. 20081023_18188

O Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2000) aponta que crianças de 4 a 14 anos representam 37.245.906 de brasileiros, quase 22% da população do país. Além disso, 78% dessas crianças vivem em situação domiciliar urbana, mais próximas aos bens de consumo.

Diante dessas estatísticas, as marcas globais estão atraindo cada vez mais a atenção da garotada, que ficam expostas à comunicação publicitária estrategicamente dirigida a segmentos específicos, em diversos meios.

Hoje, as marcas de maior visibilidade já são conhecidas por crianças de apenas três anos de idade, revela o Kids Power estudo regional de TNS, empresa que atua no segmento de pesquisas de mercado customizadas.

Um recurso muito utilizado pela publicidade, é o uso de mascotes para acompanhar produtos/serviços/marcas. No mercado infantil, é onde estão concentradas a maior partes das mascotes publicitárias. Isso talvez, porque a criança está em desenvolvimento constante de aptidões de identificação, e com as mascotes não é diferente. Veja algumas dessas identificações:

* Cuidar do outro: a criança cuida da boneca, do brinquedo, do animal de estimação e também da personagem.

* Enxergar-se no outro: a criança identifica no brinquedo, animal ou personagem qualidades que ela tem. Ela os humaniza.

* Ser como o outro: a criança admira e imita a personagem, pois quer possuir certas características dele.

* Vivenciar o que não pode ser: a criança, nesse caso, não quer ser igual, mas é atraída pelas qualidades negativas que a personagem tem (falo de um vilão ou uma bruxa), pois pode expressar nessas personagens frustrações e raiva.

Assim, no universo infantil, a personagem cria um estado psicológico menos defensivo por parte do público e  a persuasão intrinseca nas mascotes publicitárias, considera a complexidade da relação emissor-mensagem-destinatário.  As mascotes tornam-se porta-voz da marca. A mensagem anunciada passa a não ser dita mais pela marca, mas por uma terceira pessoa (a personagem), agregando a si mais credibilidade, fator decisivo para impulsionar a compra. 

mASCOTES

por Mariana Primi Haas

Nas últimas semanas não se falou em outra coisa que não fosse a não obrigatoriedade do Diploma para Jornalismo. Todos falaram disso. Só disso. Incessantemente. Incansavelmente. Desastrosamente. Um excesso. Um exagero. Muita informação e pouca profundidade.

Segundo Douglas Kellner, autor na qual se baseia esta postagem, o espetáculo nada mais é que a criação de uma cultura midiática, conseguindo, assim, ser capaz de influenciar a economia, a política e o cotidiano contemporâneo.

Conflitos político sociais, como a necessidade ou não de um Diploma para os profissionais do jornalismo, chegam aos espectadores através de fragmentos da realidade. No caso analisado, faltou uma discussão essencial: a diferença que uma boa formação traz à notícia.

Mais que isso: faltou lembrar o risco que as profissões, de modo geral, correm. Faltou discutir – ai sim insistentemente – a precarização do mercado de trabalho.

Mas talvez não fosse tão interessante, assim, lembrar a todos os profissionais, principalmente os das áreas de humanas o risco que correm. Que suas profissões correm. Alguém está sabendo, por exemplo, da existência de um debate sobre a não obrigatoriedade de um Diploma para os Profissionais de Educação Física?

É isso mesmo. Os profissionais de Educação Física também correm o risco de perder seu diploma, sob a mesma alegação: não é preciso conhecimento específico. E assim, o efeito dominó derrubará um a um os diplomas conquistados. Resta-nos esperar ou, nesse caso, fazer, como diria o jornalista José Arbex Jr., um belo “Showrnalismo” de notícias esclarecedoras e questionadoras sobre o atual mercado de trabalho e suas condições.

por Danúbia Guimarães

Diante da constatação de que os meios de comunicação também estão inclusos na era dos mercados planetários, surge a preocupação com o público que vai receber esse novo tipo de informação. Sobre isso, Barber vai mais além e teme que o consumismo mundial gere “uma sociedade na qual o consumo se transforme na única atividade humana e, portanto, naquilo que define a essência do indivíduo” (2002:48). Habermas faz coro a esse pensamento e defende que os meios de comunicação têm parte de culpa nesse estado de consumismo constante, já que não cumprem mais seu papel de formar a opinião pública.

(…) os meios de comunicação e, principalmente, a imprensa, são os responsáveis pela perda da capacidade crítica do público e pelo conseqüente declínio da esfera pública, uma vez que perderam sua função crítica para atuarem apenas como transmissores de propagandas (HABERMAS, 1984:253)

Lasch também compactua com o pensamento de Habermas e afirma que “quanto a dizer que a revolução nas informações elevaria o nível da inteligência das pessoas, não é nenhum segredo o fato de que a sociedade cada vez sabe menos sobre assuntos de interesse público” (1995: 189).

Menos apocalíptico Nilson Lage defende que as pessoas não são tão fáceis de serem conduzidas, muito menos a imprensa é tem poder absoluto.  De acordo com Ângela Cristina Salgueiro Marques, doutora em Comunicação Social pela UFMG, em artigo intitulado “Os meios de comunicação na esfera pública: novas perspectivas para as articulações entre diferentes arenas e atores”, alguns autores também compactuam com a ideia, como Garnhan, 1992; Dahlgren, 1995; Page, 1996; Gomes, 2007; e Maia, 2000. Eles “identificam os meios de comunicação como atores dúbios: ao mesmo tempo em que contribuem para o alargamento e a construção de espaços de discussão, estão submetidos às lógicas do mercado e das desigualdades de poder entre o público e os agentes mediáticos”. (MARQUES, 2008: 31)

 (…) se os veículos de comunicação e o jornalismo em particular tivessem tal poder de direção das “massas” – se existissem tais “massas” passivas, inertes, indefesas diante do veneno das mensagens midiáticas, então poderíamos dispensar a História e negar aos eventos qualquer outra causalidade (LAGE, 2001:45)

Flávio Porcello, doutor em comunicação pela PUCRS, pondera em artigo intitulado “Mídia e Poder: o que esconde o brilho luminoso da TV?”, que a mídia é a nova praça pública onde os gregos se reuniam na antiguidade para discutir a sociedade, com ênfase na televisão por ela representar o meio com maior alcance e visibilidade (2006:82). Isso não significa, no entanto, que ela teria o poder de simplesmente invadir a mente das pessoas. O importante é que a informação tenha força e seja realmente de utilidade.

 Nesse ponto, Lasch concorda com Porcello e defende que o público está mal informado não por causa do ensino de pouca qualidade (embora ruim), mas devido à falta de debate público. “Quando o debate se torna uma arte esquecida, a informação, mesmo que esteja rapidamente disponível, não impressiona” (1995:190).

O fato, no fim das contas, é que a vida sem a informação, mesmo que enviesada pelos interesses da cultura McWorld, é impossível. Se as relações humanas estão cada vez mais baseadas na rapidez e na mudança de cenários e contextos, sem falar na união de grandes mercados, há a necessidade de alguém para tornar tudo isso público, esse alguém, é a mídia, como explica Lage

 (…) a sociedade depende muito do fluxo de informação, mais do que em qualquer outra época da História. Sem informação jornalística – e pouco importa se ela o agrada ou desagrada, se lhe motiva paixão ou repulsa – o homem contemporâneo não consegue orientar-se na vida civil, profissional e mesmo afetiva; os mercados regridem em dinamismo e agilidade; numa era de especialidades, especialistas e tribos, é pelo jornalismo que se consegue ter contato com o que pensam os outros. (2001: 49)

Mas se é fato que a notícia deva existir mesmo em território conturbado por tantos interesses, qual será o futuro dos meios de comunicação? Que formas eles passarão a ter? Pensando justamente em responder essas perguntas, a empresa italiana Casallegio produziu um vídeo intitulado “Prometeus: A revolução da Mídia”[1], que tenta revelar uma visão da mídia e da convergência da Internet em relação ao futuro. No filme, em 2011, até mesmo os anúncios publicitários passam a acontecer somente na Internet, enquanto um papel plástico substituirá o jornal impresso.

Em uma versão um pouco apocalíptica, o vídeo revela ainda que em 2015 os impressos e a TV desapareceriam, enquanto o rádio migraria exclusivamente para a Internet. Quanto à fusão das grandes corporações, o vídeo aposta na compra da Microsoft pelo Google, e na compra do Yahoo! pela Amazon, formando os primeiros “líderes mundiais de conteúdo universal”.

Apesar do vídeo não passar de ficção, muito do que foi sugerido pode ser encontrado nos meios de comunicação. A pasteurização da notícia e a ameaça do Google de comprar o Twitter[2] só revelam que a planetarização do conteúdo midiático é mais real do que se imagina.

 Referências

BARBER, Benjamin R. In: MORAES, Denis de. Por uma Outra Comunicação: mídia, mundialização cultural e poder. Rio de Janeiro: Record, 2005. 41-56 pp.

CAMARGO, Raquel. Twitter pode estar nos planos de investimentos do Google. Acesso em 20 de junho de 2009. Disponível em http://www.twitterbrasil.org/2009/02/26/twitter-pode-estar-nos-planos-de-investimentos-do-google/

LAGE, Nilson. A bolha ideológica. Santa Catarina, 2001

HABERMAS, Jürgen. In: MARQUES, Ângela C. S. Os meios de comunicação na esfera pública: novas perspectivas para as articulações entre diferentes arenas e atores. São Paulo, 2008

PORCELLO, Flávio. A. C. Mídia e poder: o que esconde o brilho luminoso da

tela da TV. 2006: Rio Grande do Sul

LASCH, Christopher. A rebelião das elites e a traição da democracia. Ediouro: 1995. Rio de Janeiro

Videografia

 _____________. Prometeus: A revolução da Mída. Acesso em 18 de junho de 2009. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=5SJup6CGiO4

Notas

 [1] Acesso em 18 de junho de 2009. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=5SJup6CGiO4

[2] Twitter pode estar nos planos de investimento do Goolge. Acesso em 20 de junho de 2009. Disponível em http://www.twitterbrasil.org/2009/02/26/twitter-pode-estar-nos-planos-de-investimentos-do-google/