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Posts Tagged ‘modernidade sólida’

por Thaise Salzgeber

Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade sólida (que tem início com as transformações clássicas e o advento de um conjunto estável de valores e modos de vida cultural e político) cessou de existir e deu lugar a modernidade líquida, uma modernidade volátil, na qual as relações humanas não são mais tangíveis e a vida em grupo (familiar, casais, amigos, sociedade…) perde a consciência e estabilidade.

Suas principais características são o desapego, provisoriedade e o acelerado processo de individualização. Um tempo que, ao mesmo tempo gera a liberdade, e a insegurança.

No auge da era da liquidez, o ser humano está se despersonalizando, com isso adquirindo o estatuto de coisa a ser consumida, que em seguida pode ser descartada e facilmente reposta por modelos similares.

“A vida na sociedade líquido moderna é uma versão perniciosa da dança das cadeiras, jogada para valer. O verdadeiro prêmio nessa competição é a garantia (temporária) de ser excluído das fileiras dos destruídos e evitar ser  jogado no lixo” (Vida Líquida, p. 10).

O que diferencia uma modernidade da outra é que, a original era pesada no alto, e a atual é leve no alto, desprendida de deveres emancipatórios.

A individualização na modernidade atual, diferente da individualização de cem anos atrás, consiste em transformar a identidade humana de um dado em uma tarefa, na qual seus autores serão responsáveis pela sua realização e também pelas consequências advindas da mesma.

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